Instituto Dourados
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Início

Saúde Indígena e Dinâmicas Sociais em Contextos de Vulnerabilidade

O Instituto Dourados teve início quando pesquisadoras e pesquisadores da América do Sul e da América do Norte se encontraram na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em Mato Grosso do Sul, Brasil.

Reconhecemos a necessidade de novos esforços para aproximar epidemiologistas e cientistas sociais, bem como para conectar pesquisadoras e pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos, promovendo aprendizado mútuo e fortalecendo laços científicos entre as duas maiores democracias das Américas—ambas com rica herança cultural indígena.

Em ambos os países, povos indígenas historicamente sofreram de forma mais intensa com doenças do que as populações colonizadoras, por diferentes razões—e continuam sofrendo mais, como a pandemia de COVID-19 deixou evidente.

Em resposta a esse cenário, desenvolvemos um novo programa educacional e de pesquisa para conectar cientistas da América do Sul e da América do Norte, iniciando a colaboração a partir de nossas duas instituições: a UFGD e a Universidade Stanford.

Campanha Atual: Ajude a Sustentar Nosso Ano de Transição!

No Q1 de 2026, os últimos recursos do financiamento inicial cobriram o salário do Dr. Turner para apoiar seu trabalho no Instituto Dourados. Agora temos um esforço de arrecadação em duas fases:

  1. Ajude-nos a evitar o esgotamento dos fundadores oferecendo suporte para o trabalho já realizado neste trimestre (Q2 2026) pelos Drs. Turner e Rezende.
  2. Financie o Instituto pelo restante de 2026: segunda metade do Q2, todo o Q3 e Q4.

Quando isso estiver concluído, planejaremos e lançaremos uma nova campanha para 2027 e além, para contratar mais profissionais incríveis e apoiar ainda mais estudantes estagiários incríveis.

Por favor, veja o orçamento detalhado e o plano de gastos do ano de transição da Generation of Participation in Democracy, ou Geração da Participação na Democracia (GPD): gpdamericas.org/institutodourados.

Por favor, apoie-nos! Se você gostaria de contribuir com menos de $1000, utilize a campanha do GoFundMe abaixo. Isso funciona como um sistema rápido de apoio para manter nosso trabalho avançando enquanto construímos uma infraestrutura institucional mais duradoura.

Se você gostaria de doar $1000 ou mais, entre em contato com a equipe de captação de recursos da nossa organização-mãe, a Generation of Participation in Democracy (GPD), pelo email: giving@gpdamericas.org. Isso nos permitirá evitar a taxa de 3% cobrada em todas as doações feitas via GoFundMe.

Estamos trabalhando para ajudar comunidades vulneráveis a receberem melhores cuidados de saúde por meio da construção de uma infraestrutura de saúde pública mais forte e resiliente. Faremos isso traduzindo pesquisas acadêmicas que desenvolvemos como pós-doutorandos no Stanford Medicine Pandemic Preparedness Hub, com apoio de nossa benfeitora original, a filantropa Sra. Jill Freidenrich, de Atherton, Califórnia.

Isso não é apenas infraestrutura de computação e pesquisa, mas também infraestrutura de capacidade humana: vamos construir comunidade de forma ativa por meio de intercâmbio educacional, ações de extensão comunitária e publicação de materiais educacionais e de saúde pública nas línguas Guarani e Terena, faladas na Reserva Indígena de Dourados.

Nosso Instituto

O Instituto Dourados se apoia nas parcerias e pesquisas em saúde pública lideradas pela Profa. Simone Simionatto, suas alunas e alunos, e colegas da UFGD e de outras instituições, que vêm fortalecendo a ciência e a prática da saúde pública em sua comunidade: a cidade de Dourados e a vizinha Reserva Indígena de Dourados.

Atualmente, estamos recrutando estudantes da UFGD para trabalhar remotamente com pesquisadoras e pesquisadores nos Estados Unidos, com a possibilidade de visitas de pesquisadores da Universidade Stanford ao longo de 2026.

Um grupo de participantes irá documentar e comunicar o trabalho da Profa. Simionatto, incluindo a produção de traduções deste site e de outros materiais do Instituto Dourados.

O outro grupo irá avançar pesquisas interdisciplinares sobre como o comportamento social molda a disseminação de doenças, contribuindo para uma melhor preparação para pandemias e a saúde pública em Dourados e na Reserva Indígena.

Mais Informações e Atualizações

Mais sobre os Objetivos do Instituto

Temos dois principais objetivos de curto prazo para os produtos do Instituto nos próximos anos:

  1. Documentar as condições de saúde pública na Reserva Indígena de Dourados e como a ciência é aplicada localmente. Durante a pandemia de COVID-19, a Profa. Simone Simionatto acompanhou a disseminação de diferentes variantes do SARS-CoV-2. Em trabalhos em andamento, ela coordena uma equipe de epidemiologistas hospitalares que monitora a origem e as trajetórias de novos surtos, possibilitando respostas rápidas caso uma nova COVID-19—ou algo pior—surja.

  2. Desenvolver ferramentas computacionais de apoio à decisão para preparação para pandemias, que modelam explicitamente os efeitos de fatores sociais e econômicos sobre a disseminação de doenças.

Como Contribuir

Há oportunidades para estudantes das áreas de epidemiologia, ciências sociais, ciência política, relações internacionais e áreas afins interessados em contribuir durante o próximo ano acadêmico.

Se você tem uma ideia de pesquisa alinhada aos objetivos do Instituto, interesse em colaborar ou gostaria de mais informações, entre em contato pelo e-mail: institutodourados@gpdamericas.org.

Cronograma e Entregas

  • 1º trimestre de 2026: Recrutamento de estudantes da UFGD; apresentações iniciais; início dos projetos.
  • 2º trimestre de 2026: Primeiras versões de artigos científicos; lançamento de curtas documentais (vídeos de até 3 minutos produzidos com celulares); publicação das primeiras traduções e conteúdos do site.
  • 3º trimestre de 2026: Revisão de manuscritos; expansão de materiais documentais e de divulgação; continuidade das colaborações.
  • 4º trimestre de 2026: Síntese dos produtos do projeto; submissão de manuscritos; avaliação das próximas fases de colaboração e financiamento.
  • 2027 em diante: Sustentação e expansão do programa de intercâmbio conforme surgirem oportunidades.

Nossa Equipe

Nossa equipe é enxuta, liderada pelos fundadores e orientada à execução. Integramos pesquisa, educação e implementação em campo em um único fluxo, permitindo a rápida tradução da teoria para a prática. Parcerias e estágios ampliam a capacidade, mantendo o trabalho ancorado no impacto no mundo real. Estagiários contribuem desde o início, desenvolvendo rapidamente habilidades transferíveis e uma perspectiva global.

Diretores Fundadores

Fundadores do Instituto Dourados e atuais diretores, eles iniciaram sua colaboração como os primeiros bolsistas de pós-doutorado do Pandemic Preparedness Hub na Stanford Medicine. Reconhecendo um compromisso comum com a saúde pública indígena—moldado por abordagens técnicas distintas— convergiram para um modelo comunitário, multidisciplinar e multilíngue. O Instituto Dourados foi criado para formar uma massa crítica de pesquisadores e formuladores de políticas capazes de enfrentar a complexidade biológica e social da saúde pública.

Dr. Izabela Mauricio de Rezende - Diretora de Inovação

Izabela é virologista e Pesquisadora Científica na Universidade de Stanford, com mais de seis anos de experiência na liderança de estudos interdisciplinares em epidemiologia de doenças infecciosas e evolução viral.

Ela estabeleceu o primeiro contato com o cofundador do Instituto Dourados, Matt, enquanto realizava trabalho de campo na Reserva Indígena de Dourados como parte do Stanford Pandemic Preparedness Hub. Seu trabalho na região focou em unir a vigilância genômica a intervenções de saúde pública para melhor proteger populações vulneráveis durante a pandemia de COVID-19 no Brasil.

No Instituto, Izabela lidera o recrutamento e a coordenação do Conselho Científico, garantindo que nossas iniciativas sejam fundamentadas em pesquisas e colaboração internacional. Ela se dedica em estabelecer parcerias de pesquisa sustentáveis entre instituições locais, como a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), e centros globais para promover a equidade na saúde indígena.

Izabela possui doutorado em Microbiologia/Virologia pela Universidade Federal de Minas Gerais, além de mestrado em Doenças Infecciosas e graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Juiz de Fora.

Dr. Matthew Adam Turner - Diretor de Infraestrutura

Matthew é um cientista social que acelera a pesquisa translacional voltada ao planejamento de sociedades mais sustentáveis. Sustentabilidade inclui saúde pública: é preciso estar saudável para participar do processo de construção de um mundo melhor.

Matthew iniciou este programa de pesquisa translacional como bolsista de pós-doutorado no Pandemic Preparedness Hub (Centro de Preparação para Pandemias) na Stanford University, seguindo os interesses da cofundadora do Instituto, Dra. Iza Rezende, que já atuava em Dourados.

No Instituto, Matthew lidera o esforço de sistematizar a pesquisa de Izabela, de nossos parceiros em Dourados e dele próprio. Pretende que este sistema poderá ser usado para otimizar planejamento da saúde pública na Reserva Indígena de Dourados, e em outros contextos onde tomadores de decisão precisam alocar financiamento para maximizar impacto.

Matthew possui doutorado em Ciências Cognitivas e Informacionais pela University of California, Merced, além de mestrado em Física Aplicada pela Rice University, em Houston, Texas, e graduação pela Syracuse University, no estado de Nova York.

Os Estagiários da Inovação e da Infraestrutura

Os estágios estudantis são nosso principal meio de desenvolver capacidade em saúde pública indígena em Dourados, Brasil, e além. Estagiários de Inovação concentram-se em ampliar o acesso aos nossos recursos educacionais de saúde pública para residentes de Reservas Indígenas. Estagiários de Pesquisa ajudam a criar e avaliar novos métodos, tecnologias e conhecimentos, ao mesmo tempo em que aprendem as mais recentes abordagens científicas e técnicas com os Diretores e docentes associados líderes.

Mariana Barreto Alcantara - Estagiária de Pesquisa Júnior

Mariana Barreto Alcantara está no primeiro ano de graduação na Universidade da Califórnia, Berkeley, onde estuda neurociência e administração. É de Salvador, Bahia, e passou os últimos quatro anos nos Estados Unidos. Sua missão é aplicar os conhecimentos e habilidades adquiridos com o Instituto Dourados para fortalecer a saúde pública brasileira.

Como Estagiária de Pesquisa Júnior, contribui com comunicações em saúde pública voltadas para a educação de comunidades sobre práticas de vida saudável e o papel da pesquisa científica na promoção do bem-estar. Seu trabalho também abrange as ciências sociais e a epidemiologia computacional, onde auxilia no desenvolvimento de sistemas para visualização de dados de saúde pública e na identificação dos fatores sociais que mais influenciam a disseminação de doenças em diferentes contextos.

Motivada pelas suas raízes e pela sua formação interdisciplinar, tem como compromisso conectar a pesquisa científica ao impacto comunitário no Brasil.

Coordenação do Instituto

Estudantes Líderes e Colaboradores

Apoio Fundacional

A criação do Instituto Dourados foi viabilizada pelo apoio da Sra. Jill Freidenrich, cujo financiamento garantiu bolsas e recursos de pesquisa para Rezende e Turner no Pandemic Preparedness Hub da Stanford Medicine. Esse apoio permitiu que Rezende iniciasse a colaboração com Simionatto, com a entrada de Turner pouco depois. Rapidamente ficou claro que este projeto era especialmente adequado para avançar o uso prático das ciências sociais na epidemiologia.


Da esquerda para a direita: Laís Albuquerque, Caio Simonelli, Simone Simionatto e Matt Turner, no Hospital da Reserva Indígena de Dourados — o cartaz acima explica que o Sistema Único de Saúde (SUS) opera o hospital para oferecer atendimento totalmente gratuito a qualquer pessoa que o deseje, e que todos os usuários têm direito a um cuidado de qualidade.